domingo, 5 de junho de 2011

Confucianismo

       A mitologia chinesa é o conjunto de histórias, lendas e ritos passados de geração para geração de forma oral ou escrita. Há diversos temas na mitologia chinesa, incluindo mitos envolvendo a fundação da cultura chinesa e do Estado chinês. Como em muitas mitologias, acredita-se que ela seja uma forma de rememoração de fatos passados.

       Os historiadores supõem que a mitologia chinesa tem início por volta de 1100 a.C. Os mitos e lendas foram passados de forma oral durante aproximadamente mil anos antes de serem escritos nos primeiros livros como o Shui Jing Zhu e o Shan Hai Jing. Outros mitos continuaram a ser passados através de tradições orais tais como o teatro e canções, antes de serem escritos em livros como no Fengshen Yanyi.

       Nu Kua e Fu Xi.

       Uma característica original da cultura chinesa é a aparição relativamente tardia na literatura chinesa de mitos envolvendo a criação. Aqueles que existem, aparecem bem depois da fundação do Confucionismo, do Taoísmo, e de religiões populares. As histórias têm diversas versões, não raro opostas entre si, com a criação dos primeiros seres humanos sendo atribuída a Shangdi, ao Céu, a Nu Kua, a Pan Ku ou Yu Huang.


Candomblé

Candomblé é uma religião panteísta onde se cultuam os orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
       Cada nação africana tem como base o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como babalorixá no caso dos homens e yalorixá no caso das mulheres.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo por tanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.
Diz Clarival do Prado Valladares em seu artigo «A Iconologia Africana no Brasil», na Revista Brasileira de Cultura (MEC e Conselho Federal de Cultura), ano I, Julho-Setembro 1999, p. 37, que o «surgimento dos candomblés com posse de terra na periferia das cidades e com agremiação de crentes e prática de calendário verifica-se incidentalmente em documentos e crônicas a partir do século XVIII». O autor considera difícil para «qualquer historiador descobrir documentos do período anterior diretamente relacionados à prática permitida, ou subreptícia, de rituais africanos». O documento mais remoto, segundo ele, seria de autoria de D. Frei Antônio de Guadalupe, Bispo visitador de Minas Gerais em 1726, divulgado nos «Mandamentos ou Capítulos da visita».
       Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.


Budismo

       Budismo é uma religião e filosofia não-teísta, abrangendo uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda. Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C.
       Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento (ou Dukkha), alcançando o Nirvana e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento.
O budismo pode ser dividido em dois grandes ramos: Theravada ("Doutrina dos Anciões") e Mahayana ("O Grande Veículo"). A tradição Theravada, que descende da escola Vibhajyavada do tronco Sthaviravada, é o mais antigo ramo do budismo. É bastante difundido nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já a segunda, Mahayana, é encontrada em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon. Em algumas classificações, a Vajrayana aparece como subcategoria de Mahayana, entretanto é reconhecida como um terceiro ramo.
Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo.
       As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: O Buda (como seu mestre), o Dharma (os ensinamentos) e a Sangha (a comunidade budista). Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânsc.; pāli: Bhikkhu) ou monja (sânsc.; pāli: Bhikkhuni).


sábado, 4 de junho de 2011

Criacionismo X Evolucionismo

       Debate recorrente entre os defendem as duas formas de se entender como surgiu a humanidade nos leva ter um interesse maior sobre o que significa e como se desenvolveu essas linhas de pensamento sobre a criação do mundo.
É um duelo fascinante: há 151 anos, desde a primeira publicação do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, duas concepções distintas sobre a origem da vida se opõem na cultura ocidental. As teorias do criacionismo e do evolucionismo se apresentam de maneiras bem diferentes, com algo em comum: nenhuma das duas pode ser comprovada em Laboratório. Afinal, o que realmente pregam essas teorias?
O criacionismo prega a existência de um Deus criador, que empregou seu poder sobrenatural para criar tudo conforme seu divino propósito. Isso sendo revelado em um livro que foi escrito por mais de 40 autores em um período de mais 3.500 anos. Esse livro, que é mais conhecido como a Bíblia Sagrada, em uma das suas citações sobre a criação, diz no livro de Salmos capítulo33, versos6 e 9: “Pela palavra do senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.”. O Alcorão, que é o livro sagrado para o Islamismo, compartilha a visão bíblica da criação, e contém o seguinte resumo: ”Vosso senhor é Allah, que criou os céus e a terra em seis dias, assumindo, em seguida, o trono. Ele ensombrece o dia com á noite, que o sucede incessantemente. O sol, a lua e as estrelas estão submetidos ao seu comando. Acaso, não lhe pertencem à criação e o poder? Bendito seja Allah, senhor do universo.” Alcorão, capitulo 7, verso 54.
Já o evolucionismo surgiu a partir do século XIX, quando alguns cientistas propuseram novas teorias sobre a origem da vida na terra, contradizendo assim o criacionismo. Uma das teorias, que alavancou o evolucionismo na época, foi a do então jovem naturalista Charles Darwin, que em uma viajem às Ilhas Galápagos, descobriu espécies de animais únicas e diferentes naquele arquipélago. As descobertas de Darwin resultaram na formulação da teoria de seleção natural das espécies, e na publicação do livro A Origem das espécies, em 1859. Esse livro ajudou a formular o pensamento cientifico moderno sobre a origem humana.
Entre os cientistas evolucionistas, a teoria da grande explosão - o Big Bang - apoiada na teoria de Darwin, tem sido aceita por muitos como o começo da história que conhecemos hoje. Essa teoria afirma que toda a matéria existente no universo derivou de uma massa de partícula subatômica altamente aquecida e comprimida que explodiu há cerca de 10 a 15 bilhões de anos. Segunda a teoria, a grande explosão de energia criativa deu inicio ao universo, às galáxias, às estrelas, aos planetas, e finalmente, a toda a espécie de vida e matéria existente.
Somos nós os resultados de uma explosão? Ou somos criação de um ser supremo, seja ele o Allah, do Alcorão, ou o Deus da Bíblia? Eu particularmente prefiro crer no Deus Criador Todo-Poderoso a crer no acaso e numa explosão como os fatores "desencadeadores" da vida.
Vale ressaltar que ambas as teorias são aceitas como verdade, baseadas na fé de cada um.